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Novas tecnologias ganham espaço nas empresas

Com a tecnologia cada vez mais presente no dia a dia das empresas, um estudo da Forrester Consulting, encomendado pela empresa alemã SAP, 93% dos executivos entrevistados afirmam que a adoção de tecnologias inovadoras é fundamental para o sucesso do processo de transformação digital nos negócios. Além disso, esses executivos afirmaram que o principal fator para essa mudança é a busca por vantagem competitiva.

De acordo com o estudo, uma das tecnologias mais usadas pelas empresas é a de inteligência artificial. “Ela é crucial para a análise de cenários complexos, identificação ágil de gargalos nos processos, otimização de atendimento a clientes, automação de processos de produção, entre outros desafios que contam com dados de difícil análise ou a possibilidade de maior agilidade por meios computacionais”, diz Marvin Oliver Schneider, coordenador da Pós-Graduação em Inteligência Artificial do Centro Universitário Senac.

No topo da lista ficou com a Internet das Coisas. Para Richard Martelli, gestor da área de Aplicativos, Internet e Computação Gráfica do Senac, a implementação de IoT nas empresas abre inumeras possibilidades de novas aplicações, como inovações nos sistemas de gestão e eficiência, uso da tecnologia em seus produtos e desenvolvimento de novos serviços. “Com profissionais qualificados, esse novo mercado permitirá às empresas não apenas reduzirem seus custos e aumentarem sua produtividade, mas também o desenvolvimento de novos modelos de negócios, melhorando ainda mais o relacionamento com o seu cliente”, revelou.

Para quem atuam com essas tecnologias, o cenário também é positivo segundo Ozeas Vieira Santana Filho, gestor de Desenvolvimento de Sistema e Gestão em TI do Senac “Estima-se que a inteligência artificial substituirá cada vez mais profissões no futuro próximo e que abrirá vagas para desenvolvimento e análise de sistemas inteligentes”, disse. “Por outro lado, em função do foco teórico em algumas formações e da dificuldade de entendimento do aluno, existe uma grande carência de profissionais ‘mão na massa’.”, concluiu.

O que é a Machine Vision

Conhecida como Machine Vision, essa nova tecnologia visa permitir que as máquinas possam observar e interpretar o ambiente onde estão instaladas, dessa forma, é possível viabilizar ainda mais as atividades industriais de baixo desperdício e tendo como objetivo uma maior eficiência.

Resumindo, Machine Vision é um conjunto de tecnologias que proporciona às máquinas uma maior conscientização sobre seus arredores. Fazendo uso da consciência espacial, se torna mais fácil o reconhecimento de imagens de ordem superior e a tomada de decisões com base nessa conscientização.

Para aproveitar ao máximo os recursos da Machine Vision, os equipamentos industriais mais avançados utilizam câmeras de alta definição que dispõem de alta fidelidade para capturar as imagens do ambiente. Com essas imagens, o equipamento usa de algoritmos para reconhecimento de padrões sofisticados para avaliar posições, identidades ou condições.

Na Internet Industrial das Coisas (IIoT), por exemplo, a Machine Vision oferece dão mais visibilidade aos recursos que geram, e também, mais visibilidade às suas operações. Através de sensores e hubs com tecnologia semelhante à usada nas máquinas, os proprietários e operadores possuem conexão bidirecional de dados entre os equipamentos e a equipe, podendo dessa forma, repassar informações em tempo real para parceiros e clientes.

O uso da Machine Vision unida a IIoT leva a Indústria 4.0, a quarta revolução industrial, que já estamos presenciando. Assim, é esperado que, em breve, essa tecnologia aumente a adoção da Internet das Coisas (IoT) em todos os segmentos.

Brasil vai ganhar Centro de Pesquisa para Industria 4.0

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O secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, anunciou durante participação no Fórum Econômico Mundial em Davos na última semana, que o Brasil ganhará seu primeiro centro de estudos e pesquisa voltado para a indústria 4.0.

Chamado de C4IR Brasil, o centro será contruído por meio de uma parceria público-privada entre o Ministério da Economia, o governo do estado de São Paulo e empresas que atuam no mercado internacional.

Segundo o Ministério da Economia, o objetivo do centro será, estimular a adoção de novas tecnologias e melhorar a inserção do Brasil nas cadeias globais de valor, ampliando assim, a competitividade e a produtividade das empresas brasileiras.

Entre as muitas tecnologias da indústria 4.0, o centro visa estimular a adoção da internet das coisas e o uso da inteligência artificial no setor da industria. O local procurará levantar os principais desafios econômicos e sociais para a disseminação desses instrumentos e propor soluções.

A sede do centro será no Instituto de Pesquisas Tecnológicas, na cidade de São PAulo. A inauguração do local é prevista para acontecer em maio deste ano, durante o Fórum Econômico Mundial para a América Latina.

Conheça a Lei do Bem

A Lei 11.196/05, também conhecida como “Lei do Bem”, cria a concessão de incentivos fiscais às pessoas jurídicas que realizarem pesquisa e desenvolvimento de inovação tecnológica.

Todos sabemos que, o crescimento dos países passa pelo investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Assim, o governo federal, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), utiliza a “Lei do Bem” para incentivar investimentos em inovação por parte de empresas do setor privado. Além disso, a lei visa aproximar as empresas das universidades e institutos de pesquisa, potencializando os resultados.

Existem alguns pré-requisitos para obter os incentivos fiscais da Lei do Bem, são eles:

Empresas em regime no Lucro Real.

Empresas com Lucro Fiscal.

Empresas com regularidade fiscal (emissão da CND ou CPD-EN).

Empresas que invistam em Pesquisa e Desenvolvimento.

Considera-se como inovação tecnológica a concepção de um novo produto ou forma de fabricação de um produto já conhecido, além da agregação de novas funcionalidades ou características ao produto ou processo, que implique melhorias e efetivo ganho de qualidade ou produtividade, trasendo maior competitividade no mercado.

Tendências que vão impulsionar o varejo em 2020

Segundo analise da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, o setor do varejo está em contante crescmento no Brasil. Segundo a entidade, o varejo fechou com crescimento de 2,3% em 2018 e chegou a 4,6% em 2019 e deve subir para 5,3 neste ano.

Mesmo com esse crescimento, o setor do varejo ainda é um dos que menos utiliza tecnologias em seu dia a dia mas, para atingir o crescimento esperado e previsto, será essencial que as empresas mudem esta realidade.

A seguir, vamos falar sobre dicas de especialistas sobre tecnologias que podem impulsionar esse setor em 2020:

Múltiplos canais para vendas

Essa é uma tendência que ganha ainda mais força em 2020, na chamada estratégia omnichanel, as empresas precisam estar presentes nos diversos canais para melhorar o atendimento aos clientes, já que as experiências de compras digital e física estão cada vez mais conectadas. Sendo assim, é fundamental que os varejistas buquem por parceiros logísticos e transportadores de confiança e com flexbilidade para a implementação de novos serviços.

“A logística é um ponto super importante para que as lojas consigam realizar o ship from store, quando a loja física também se transforma em um ponto de distribuição e o estoque local atende também os pedidos online, e o retira na loja. Assim, conseguem reaproveitar os estoques e também levar os clientes para dentro da loja física”, afirma Ricardo Hoerde, CEO da Diálogo Logística, empresa especializada em entregas para e-commerce.

Análise de dados para estratégias

A grande quantidade de dados coletados de clientes auxilia e molda as estratégias no varejo. Mas, segundo Adriano Kasburg, Gerente Comercial na Supero Tecnologia, “para isso ser efetivo, é preciso investir em soluções de Big Data que façam esta análise de forma inteligente, auxiliando no crescimento do negócio”.

Automatização de processos

Para tornar cada vez mais completa a experiência do consumidor, uma forte tendência para os varejistas em 2020 está em investir na automatização de processos. Com isso, é possível economizar recursos, pois uma inteligência artificial ou um robô poderá operar as atividades.

Mercado de Cyber Seguros deve bombar em 2020

Com o prazo de adequação à LGPD chegando ao fim, novos negócios começam a surgir visando surfar nessa nova onda. Um desses negócios é o mercado de Cyber Seguros. Essa modalidade, já reconhecida pela Superintendência de Seguros Privados, se propõe a proteger seus clientes contra acidentes cibernéticos (como vazamento de dados ou violação de privacidade e segurança), desde que fique comprovada a responsabilidade civil da empresa de onde os dados foram vazados ou roubados.

O seguro prevê que a seguradora arque com os custos gerados pelo incidente: custos judiciais, advogados e lucros cessantes, caso a operação tenha sido paralisada por conta do problema.

Um estudo feito pela seguradora Marsh em parceria com a Microsoft revela que, entre 2017 a 2019, o risco cibernético aumentou cerca de 30% no ranking das 5 maiores preocupações de empresas latino-americanas.

Segundo análise de membros do grupo Marcelo Tostes Advogados, esse crescimento deve ser ainda maior em 2020 e as empresas podem encarar esse tipo de seguro como uma forma de adaptação para a LGPD.

“A positivação do dever de adoção de medidas de segurança por parte dos controladores e operadores de dados torna-se essencial para as atividades empresariais. Considerando que a lei estipula multa de até 2% em relação ao faturamento do agente por infração, tendo como teto 50 milhões de reais, desconsiderar a aplicação de medidas técnicas e administrativas que evitem o vazamento de dados é, no mínimo, imprudente”, comenta Marcelo Tostes, sócio fundador do grupo.

O escritório explica que, segundo relatório de cyber segurança da ABA – American Bar Association -, além das boas práticas no tratamento de dados, para advogados se precaverem de eventuais problemas, eles devem fazer uso do Cyber Seguro. Segundo a associação, a porcentagem de advogados acobertados por este seguro aumentou 34% entre 2015 e 2018.

“Hoje, não só os advogados, mas profissionais de todas as áreas e empresas de todos os portes e segmentos precisam se atentar sobre a existência desse serviço para dar o devido respaldo para o processo de adequação à LGPD”, aconselhou.

Expectativas do 5G até 2025

Mesmo com o 5G ainda em seus estágios iniciais, este deve ser um cenário que vai mudar nos próximos anos, segundo um estudo realizado pela Ericsson, até o final de 2025, estimasse que o número de assinaturas do 5G deve chegar até cerca de 2,6 bilhões em todo o mundo nos próximos seis anos.

Outro dado apontado pelo levantamento  aponta que o tráfego médio mensal de dados por smartphone deve aumentar de 7,2 GB para 24 GB nos próximos seis anos.

Até o final de 2025, o esperado é que o 5G cubra até 65% da população mundial, além de liderar com 45% do tráfego global de dados. Com o lançamento do 5G na China no final de outubro houve uma atualização das assinaturas estimadas para o final de 2019, que passou de 10 milhões para 13 milhões.

Segundo Fredrik Jejdling, vice-presidente executivo e chefe de redes da Ericsson, é encorajador ver que o 5G agora tem amplo suporte na maioria dos fabricantes de dispositivos móveis.

“Em 2020, os dispositivos compatíveis com 5G entrarão com força no mercado, o que aumentará a adoção do 5G. A questão não é mais se, mas com que rapidez podemos converter casos de uso em aplicações relevantes para consumidores e empresas. Com o 4G permanecendo um forte facilitador de conectividade em muitas partes do mundo, a modernização de redes também é essencial para essa mudança tecnológica pela qual estamos passando”, disse.

Novidades para a Transformação Digital em 2020

Hoje vamos falar sobre algumas novidades que devem bombar entre as empresas que planejam passar por uma transformação digital.

Analytics – Não há dúvidas de que informação é, há cada dia mais essencial para a competitividade e o bom posicionamento empresarial. Dessa forma, soluções de Analytics têm um grande percusso para percorrer e se tornar ainda mais popular entra as empresas. Afinal, seguir a intuição ou tomar decisões sem qualquer base analítica não são mais as melhores opções das empresas.

IA e Machine Learning integrado ao Analytics – Para a obtenção de dados cada vez mais assertivos à empresa, além do investimento em Analytics, é preciso buscar por soluções de machine learning e IA. Isso porque a junção dos três conceitos possibilitará velocidade, escalabilidade e conforto na análise de dados.

Privacidade digital – Mesmo que o investimento na análise de dados seja uma das principais tendências para 2020, é preciso que as organizações garantam a privacidade de dados pessoais de clientes e usuários (medida já estabelecida na Europa e nos EUA). Com a chegada da Lei Geral de Proteção de Dados no Brasil, que está prevista para entrar em vigor já no ano que vem, o posicionamento e a competitividade também serão ancorados na capacidade de cada organização de atuar de forma responsável pela proteção dos dados.

RH no centro da transformação digital

A transformação digital vai além de mudanças em tecnologias pontuais, tem a ver também com a mentalidade de uma empresa, as pessoas que trabalham no local e os processos de organização. Assim, uma das áreas que a transformação digital deve se fazer presente é o RH. Esse passa por um desafio duplo: transformar digitalmente seus processos e operações, e, transformar toda a força de trabalho e a maneira como o trabalho é feito, em toda a organização.

O setor do RH é fundamental para levar o restante da organização rumo à Transformação Digital, ele faz sua parte ajudando a elevar os processos e o desenvolvimento dos empregados. Por isso, o posicionamento adequado do RH e das lideranças são estratégicos e necessários, especialmente diante de um volume de investimentos cada vez maior em ações voltadas para a digitalização. Segundo a IDC, a Transformação Digital deve movimentar nos próximos três anos, mais de US$ 1,97 bilhões.

Embora já se tenha um consenso da importância do RH na Transformação Digital e como o próprio RH tem liderado esse processo no mundo todo, investir em TI dentro desse setor ainda é um leque com muitas oportunidades. A mesma pesquisa do IDC ainda aponta que, cerca de 88% das empresas brasileiras destinam menos de 1% do seu investimento total em TI às ferramentas para facilitar o trabalho do RH.

A Transformação Digital é impulsionada, principalmente, pela necessidade de alavancar o negócio em todas as frentes, no atendimento a clientes, desenvolvimento de novos produtos e serviços. Por isso, a área de Recursos Humanos desempenha um papel fundamental como parceiro estratégico para impulsionar a empresa. Assim, a função de RH é cada vez mais fundamental para o desenvolvimento organizacional.

Essa transformação exige mais do que só tecnologia ela é uma mudança de paradigma, e o setor de Recursos Humanos passa a ter a responsabilidade de inovar e motivar o negócio onde atua e seus colaboradores. E é essa amplitude no papel do RH que lhe dá o papel de um dos principais agentes na mudança, indo além da implementação dos sistemas, e trazendo as pessoas para participar dessa mudança.

IoT no Brasil deve movimentar US$ 352 bi

Segundo levantamento da Cisco, nos próximos anos, os aparelhos que se utilizam da Internet das Coisas devem movimentar no mercado cerca de US$ 19 trilhões na América Latina. O Brasil deve ser responsável neste valor por US$ 352 bilhões. De acordo com a empresa, no ano que vem, cerca de 25 bilhões de equipamentos tendem a estar integrados a sistemas inteligentes em todo o mundo, causando um movimento de 50 trilhões de gigabytes (GB) de dados.

Mesmo com números altos, o Brasil caminha a passos mais lentos com relação à aplicação de IoT em setores como, saúde, agronegócio e logística. A Ciscos também informou que, com a aprovação do Plano Nacional de Internet das Coisas, a tendência é que os projetos com uso da tecnologia ganhem um folego extra para os próximos anos. Enquanto isso não acontece, o mercado nacional de IoT crescem a uma taxa anual de 20% e este avanço deve se manter estável pelos próximos cinco anos.

Até o fim de 2019, o ecossistema brasileiro de IoT como um todo deve movimentar cerca de US$ 9 bilhões, segundo a estimativa da IDC Brasil.

“É um conjunto de tecnologias e soluções com índice de crescimento muito expressivo porque é algo que as empresas conseguem gerar um retorno muito positivo num tempo curto”, afirma Pietro Delai, presidente do mercado de cloud e software da IDC América Latina.